domingo, 12 de dezembro de 2010

A necessidade humana de um ecologia sustentável é capaz de destacar novos rumos.

Depois da revolução industrial a humanidade passou a se desenvolver de maneira desregrada, em busca de crescimento econômico, foram criadas novas máquinas, nasceram as indústrias.

Porém, com a este desenvolvimento surgiram os problemas ambientais. O crescimento desenfreado tem causado danos irreparáveis ao meio ambiente. E é só através da conscientização ecológica que o homem dará possibilidade a sua perpetuação.

As ciências já provaram a necessidade de o homem viver em um ambiente ecologicamente equilibrado, como a poluição é prejudicial ou como as chuvas ácidas estão destruindo todo um patrimônio histórico. Construindo um senso de responsabilidade no ser humano, ele conseguirá resguardar o meio ambiente para seus descendentes.

A conscientização ecológica fará com que o Estado pare de lesar o meio ambiente com suas políticas tolerantes ao sistema corporativo que produzem essa lesão de fato e comece a legislar e implementar projetos favoráveis ao ambiente, normatizando essas ações que prejudicam a própria vida humana, uma vez que a saúde do homem está tão interligada ao meio ambiente. E essa normatização terá, também função coerciva evitando, desta maneira, novas técnicas que tenham como potencialidade o dano ao patrimônio ecológico do ser humano.

Na tentativa de interferir no dano ao meio ambiente existe o trabalho científico, buscando alternativas capazes de mudar este curso, promovendo um desenvolvimento tecnológico sustentável.

Alguém pode alegar que se o governo proibir certas atividades exploradoras, as empresas terão que passar a utilizar máquinas modernas e novos métodos de exploração do meio ambiente, o que inutilizará os serviços da mão de obra utilizada até agora, ocasionando um excesso de demissões. Porém, uma vez encontrada essa mão de obra ociosa, incapaz de encontrar novo emprego caberá ao Estado qualificá-la para o novo mercado de trabalho.

Pode também existir pessoas que aleguem que certos serviços são insubstituíveis, mesmo que causem danos ao meio ambiente. Mas isso deve ser visto apenas como uma etapa ao desenvolvimento humano. E é esta dificuldade que fará com que se crie novos métodos, novas tecnologias e a humanidade se desenvolverá.

Poder-se ia também admitir a inviabilidade das novas tecnologias, porém, a preocupação ecológica deve ser tratada com prioridade, a necessidade humana do meio ambiente equilibrado é tão grande que o Estado não deve se prender à questões financeiras. Na constituição brasileira de 1988, por exemplo, encontramos vários artigos que atribuem ao Estado a preocupação ecológica, obrigando-o a adotar políticas ecologicamente sustentáveis. Não se trata de uma questão de escolha mas de necessidade humana e obrigação estatal.

A inviabilidade das novas tecnologias não deve ser encarada como empecilho para sua produção já que se trata de necessidade humana, e no Brasil, obrigação do governo. E a indispensabilidade de serviços danosos ao meio ambiente deve ser encarado apenas como um degrau, que deve ser ultrapassado para que a humanidade se perpetue.

Pode-se observar desta forma, como que a consciência ecológica é capaz de propor um rumo à humanidade, possibilitando a continuidade da vida humana, que estará fadada à ruína caso permaneça esta destruição ambiental imposta pelo desenvolvimento econômico.