terça-feira, 2 de novembro de 2010

A televisão como arma política.


“Quem tem o conhecimento, tem o poder”, esta frase foi proferida pelo filósofo Francis Bacon, sobre a necessidade do empirismo para legitimar as ciências que estavam nascendo em sua época, século,XIV. Se quem tem informação detêm poder, o que dizer a respeito das entidades que exercem influência sobre as informações transmitidas?

A televisão é a melhor forma de comunicação em massa, potencializada pela globalização do século XXI, ela é capaz de levar informação às partes mais remotas do planeta. Porém, sua programação está sujeita ao crivo das pessoas que, segundo a lógica da teoria de Bacon, tem muito poder. E é esta programação que passa a educar crianças, que por conta da pouca idade não desenvolveram defesa intelectual, também passam a formar opiniões e alienar parte da população que se satisfaz com informações irreais e na maioria das vezes previamente interpretadas pelos apresentadores.

No Brasil, o funcionamento de um canal televisivo deve ter autorização estatal. Não seria ético o primeiro denunciar, de forma real, os abusos dos governantes que lhe dão permissão de funcionamento.

Algo parecido ocorre com as empresas que financiam o entretenimento televisivo. Sob o risco de perder essas fontes geradoras de recursos os canais devem tomar muito cuidado com o que informam.

Observando o raio de ação da televisão, os que fornecem os meios de funcionamento dela se viram com uma forte arma política, com a capacidade de manipular toda uma sociedade, através da influência que ela é capaz de impor aos seus espectadores.

Ainda que a televisão ofereça programas educativos, cumprindo uma função social, podemos observar que são mínimos, ocupam pouco tempo e não são capazes de estimular o senso crítico nos espectadores, que acabam por crer em tudo que lhes é colocado, como se a televisão apresentasse apenas verdades.

A alegação que a televisão é uma simples forma de entretenimento só seria realidade se a população espectadora tivesse um bom senso senso crítico para questionar e filtrar o que há de melhor em meio a programação.

Já que os canais televisivos devem defender os interesses de terceiros, não pode ser dada total credibilidade às informações transmitidas, mesmo que demonstre certa função social com programas educativos, ou que assuma apenas uma função recreativa, uma vez que à população não é dado poder de discernir entre as informações transmitidas.

O Estado conjuntamente com as empresas que financiam esses canais são capazes de escolher o que será comunicado influenciando a sociedade, transformando a televisão em uma poderosa arma política.

2 comentários:

  1. Nossa, Alyson, estou impressionada com o seu poder argumentativo. Você escreve muito bem e tem bons sustentos a sua critica. Continue assim, e logo que postar algo novo, me avise :*

    by Reeê.

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  2. Isso aí!!
    Concordo...
    O Brasil num vai pra frente pq o brasileiro fica sentado assistindo novela! ¬¬
    Legal vc ter feito um blog, to seguindo!
    Segue a gente la tbm ;)
    Sucesso!
    bjs

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